Projeto Político Pedagógico (PPP).

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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

SEC – 8ª COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO

ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO BÁSICA AUGUSTO RUSCHI

DECRETO Nº 33.417 PORTARIAS N° 5314 E Nº 00606

RUA DR. PAULO DA SILVA E SOUZA, S/N – COHAB SANTA MARTA –-  Santa Maria  – RS

e-mail: eearuschi@yahoo.com.br

Fone: (055) 3212-1144  3212-1206

IDENTIFICAÇÃO

Estado: Rio Grande do Sul

Secretaria de Educação: 8ª CRE – Santa Maria

Escola: Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi

Endereço: Rua: Dr. Paulo da Silva e Souza, s/n

Bairro: Juscelino Kubitschek

Identificação da Escola: 12400

Telefones: 3212 1144 e 3212 1206

Fax: 3212 1144

Email: geral@escolaaugustoruschi.com.br

pedagógica@escolaaugustoruschi.com.br

(Supervisão)

ATOS LEGAIS:

• Portaria de Autorização de Funcionamento de 1º grau nº 5314 de 05/05/1986 / DO de 28/05/86

• Decreto de Transformação nº 33487 de 15/01/90

• Portaria de Autorização de Funcionamento de 2º Grau nº 606 de 28/03/90 – DO 25/03/91

 

 

 

 

 

 

 

 

APRESENTAÇÃO

 

O Projeto Político Pedagógico da Escola Augusto Ruschi foi pautado após intensa reflexão e discussão sobre a finalidade da escola em nossa comunidade.

Nesse sentido faz-se necessário buscar responder as seguintes questões:

O trabalho pedagógico desenvolvido na escola vai ao encontro: de que mundo se quer viver? Que aluno se quer formar? Para que sociedade?  E eu, enquanto membro da comunidade da Escola Augusto Ruschi, o que posso fazer para transformar as relações na escola?

 

Por isso buscar-se-á desenvolver atividades integradas e críticas da realidade na qual a escola está inserida dando um significado maior para as aprendizagens.

 

A proposta foi desenvolvida após o diagnóstico do levantamento desta população discussões junto com a direção, professores, alunos, funcionários e a comunidade escolar, a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394/96.

Entendemos este como uma ação intencional e o resultado de um trabalho coletivo, que busca metas comuns que intervenham na realidade escolar. Traduzimos a vontade de mudar, analisamos o que tínhamos de concreto e “trabalhamos” as utopias, avaliamos o que foi feito e projetamos mudanças.

Nesse sentido, prevemos todas as atividades da escola do pedagógico ao administrativo, construindo uma escola democrática capaz de contemplar vontades da comunidade onde está inserida.

Como processo, ele está em contínua construção, avaliação e reelaboração.

 

HISTÓRICO DO PPP

O Estado do Rio Grande do Sul, através do processo de construção da Constituinte Escolar, buscou a construção de uma escola pública de qualidade social, por meio da democracia, do conhecimento, do acesso e da gestão.

A Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi participou ativamente do processo Constituinte Escolar, promovendo fóruns com a participação dos segmentos da comunidade escolar, analisando a realidade da escola, valorizando os avanços e buscando alternativas para superar as dificuldades. Destes fóruns surgiram as primeiras linhas que, trabalhadas a partir dos encontros promovidos pela 8ª Coordenadoria Regional de Educação (Santa Maria – RS) e da fundamentação teórica sugerida, culminaram neste documento.

As temáticas aprofundadas durante a Constituinte Escolar e posterior a ela foram:

• Educação: democracia e participação;

• Construção social do conhecimento;

• Política Publica e Educação;

• Concepção de Educação e Desenvolvimento;

• Ética;

• Gestão Democrática;

• Diversidade;

• Comprometimento e Flexibilidade;

• Pluralidade;

• Articulação;

• Qualidade Pedagógica.

• Entre outras

Tendo em vista que o Projeto Político Pedagógico data de 2001 e 2003 e a partir da gestão de 2007, faz-se necessário avaliar e reelaborar o PPP que representa a busca da superação do caráter centralizador da escola, sendo que a autonomia assegura mais participação da comunidade e mais qualidade para a educação.

Assim, flexibilidade e descentralização de ações devem ser sinônimas de responsabilidades compartilhadas em todos os níveis.

Nesta caminhada, importante considerar que o Projeto Político Pedagógico é uma declaração de intenções e a expressão do desejável, onde o Regimento Escolar é a diretriz orientadora.

Portanto, a importância da Equipe Diretiva está em promover a consonância entre teoria e prática, articulando Projeto Político Pedagógico, Regimento Escolar, os Planos de Estudos, Calendário Escolar e os Planos de Trabalho do Professor.

O êxito do trabalho integrado na escola, atenta ao comprometimento da equipe diretiva, como mobilizadora da participação de todos os segmentos da Comunidade Escolar com vista às qualidades do processo educativo.

A metodologia utilizada para a avaliação do Projeto Político Pedagógico fez-se através de encontros, reuniões, trabalhos em grupos, reflexões e análise partindo de questões como:

Enquanto educador idealiza-se um aluno que, seja sujeito na construção do conhecimento tornando-o um verdadeiro cidadão. Por isso, busca-se realizar uma ação pedagógica que contribua para a inclusão social do aluno.

Quais as ações necessárias por parte do poder público e da sociedade para atingir esses propósitos?

De que forma, as diretrizes curriculares, os temas transversais, as leis, pareceres e os programas institucionalizados podem contribuir nesta inclusão?

Nos atuais planos de estudos como se pode aprofundar e compreender a extensão dos conteúdos a metodologia e a avaliação?

Algumas questões foram priorizadas como reflexão para a comunidade escolar:

O comprometimento da escola e da família:

• Melhor qualificação;

• A falta de espaço para criar vínculos;

• A inclusão;

• A reprovação;

• A metodologia;

• A formação Continuada;

 

Para sanarmos estas questões algumas medidas foram tomadas e como ponto de partida destacamos palavras-chaves: ética, gestão democrática, diversidade, comprometimento, conhecimento da realidade local, flexibilidade, coletivo, pluralidade, participação, articulação e qualidade pedagógica.

Para 2011 iniciou-se o processo de Pesquisa Socioantropológica para buscar conhecer a realidade e trabalhar a demanda local no cotidiano das práticas pedagógicas.

Em 2012 o Complexo temático, elencado a partir da pesquisa socioantropológica foi: Educação para a cultura da Paz. Repensando a escola numa proposta integrada.

Em 2013 o complexo temático definido a partir  da pesquisa socioantropológica foi: Aprendizagens e comunicação no exercício da cidadania.

A pesquisa consolida-se como prática pedagógica na escola. Em 2014 houve uma nova versão da pesquisa socioantropológica para aproximar o trabalho realizado na escola da comunidade e seu entorno. Após a visita e a sistematização dos dados optou-se por ter como fio condutor das atividades pedagógicas da escola dos anos iniciais ao Ensino Médio: O Meu Valor, O Teu Valor e os Nossos Valores. Reflexão e Ação.

 

CONCEPÇÕES

 

DE PESSOA

Cidadão consciente, capaz de agir, pensar, com autonomia articulando-se na sociedade com responsabilidade e acreditando nas suas potencialidades.

 

DE SOCIEDADE

A sociedade deve relacionar-se de forma que possibilite a efetiva participação de todos valorizando todo o conhecimento construído e proporcionando a inclusão social e a valorização da vida e efetivando-se assim a democracia.

DE EDUCAÇÃO

A educação deverá partir do conhecimento adquirido pelo aluno e ser contextualizada com a realidade da comunidade escolar permitindo que este seja reflexivo, analítico e exerça sua cidadania com humanização.

DE INCLUSÃO ESCOLAR

O espaço escolar deve ser acolhedor para todos, no qual, o processo de aprendizagem seja colaborativo, contínuo e valorize as diferenças humanas, através do respeito às diferentes culturas, políticas, etnias, credos, deficiências físicas e mentais com práticas escolares inclusivas a fim de combater a exclusão educacional e social e responder à diversidade de estilos e ritmos de aprendizagem existentes.

 

OBJETIVO DA ESCOLA

 

A escola em consonância com a filosofia educacional e de acordo com a legislação vigente tem por objetivos:

GERAL

• A compreensão dos direitos e deveres das pessoas, cidadão, do estado, da família e dos demais grupos que compõem a sociedade.

• O exercício consciente da cidadania mediante sua integração ao contexto geográfio-sócio-econômico-cultural;

• A condenação a qualquer tratamento desigual, por motivo de convicção filosófica, política ou religiosa, bem como a qualquer preconceito de classe ou de raça.

• O desenvolvimento integral da personalidade humana e a sua participação na obra do bem comum.

• A sensibilização e mobilização visando a uma tomada de consciência e a uma conduta responsável em relação ao ambiente;

• Oportunizar espaços de formação para educadores, na perspectiva de sujeitos críticos e de investigação permanente da realidade social, objetivando a qualificação da ação pedagógica e o resgate da cidadania.

 

• Construção, reconstrução e socialização dos conhecimentos acumulados na humanidade.

 

OBJETIVO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS

A formação básica do cidadão visando o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade, primando pelas relações que preservem o ambiente em que vivemos;

O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores, o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que assenta a vida social.

 

OBJETIVO ENSINO MÉDIO

Oferecer ao aluno oportunidades ao desenvolvimento das habilidades e competências, preparando-o para atividade intelectual, independente e autônoma, para o exercício da cidadania e para o ingresso digno no mundo do trabalho, através de uma visão voltada ao meio ambiente, família e valores. A partir de 2012 sob a orientação da proposta curricular para o Ensino Médio Politécnico.

 

 

HISTÓRICO DA ESCOLA

Apresentação

São vinte e cinco anos promovendo a educação na comunidade da Zona Oeste de Santa Maria. São vinte e cinco anos acompanhando o crescimento a comunidade do Bairro Juscelino Kubitschek.

 

A Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi, nos seus vinte e cinco anos de existência, olha para trás e relembra, com orgulho, a trajetória de lutas e vitórias em prol do desenvolvimento de Santa Maria.

 

Assim, procurando preservar a história desta instituição estadual, através das memórias das pessoas que atuaram e atuam na construção e perpetuação do seu Projeto Pedagógico, ilustrado por fotos e reportagens publicadas em periódicos locais e regionais, o presente Histórico objetiva preservar e divulgar esse patrimônio educacional e cultural que alicerça o ensino em Santa Maria e Região. Para tal, aconteceram entrevistas, releitura do Histórico da Escola produzido em tempos remotos e coleta de materiais escritos e fotográficos para análise.

 

Um pouco da comunidade…

            A comunidade escolar pertence aos Bairros Juscelino Kubitschek e Nova Santa Marta, mas a Escola atende estudantes de toda a região oeste de Santa Maria.

Em 7 de Dezembro de 1991 ocorre a Ocupação da Fazenda Santa Marta no distrito da Sede. Surge, a partir daí, o que vem a ser hoje o bairro Nova Santa Marta. Uma de suas Unidades Residenciais, a Vila 7 de Dezembro homenageia a data, havendo, inclusive, uma linha de ônibus do Centro de Santa Maria até o bairro com este nome.

A Fazenda Santa Marta tinha 1126 hectares, e, em 1979, o governo do estado desapropriou a área, e:

Quanto a infra-estrutura, a água só chegou ao local no final de 2002, e luz em 2003, e, em 2006 o asfaltamento da Avenida Mallmann Filho.

O bairro surgiu oficialmente em 2006 de área até então sem-bairro e mais uma pequena parte do Juscelino Kubitschek, e, é oficialmente denominada de bairro Nova Santa Marta. Até então, a região, segundo o IBGE, cerca de 34 mil habitantes – não pertenciam a bairro algum. Limita-se com os bairros: Agro-Industrial, Caturrita, Juscelino Kubitschek, Passo D´Areia.

O bairro Jucelino Kubitschek já existia oficialmente em 1986 e não teve nenhuma mudança significativa em seu território em 2006 – quando da reconfiguração dos bairros do distrito da Sede[1]. E, é muito conhecido pela sua principal Unidade Residencial: Cohab Santa Marta. Limita-se com os bairros: Agroindustrial, Noal, Nova Santa Marta, Passo D´Areia, Patronato,Pinheiro Machado, Renascença, São João.

As Coahb(s) – Companhia de Habitação – foram criadas para atender a necessidade de moradia a um valor acessível as pessoas de baixa renda. O Núcleo Habitacional Santa Marta compõe o quadro de construções, neste estilo, desenvolvidas nos anos 70 e 80 na cidade de Santa Maria.

Localização

A Escola existe como instituição de ensino desde 1980, e funcionou como anexo da Escola Estadual Padre Caetano. Ela surgiu para satisfazer a condição de que nenhum Núcleo Habitacional poderia ser criado sem a existência de uma escola para atender a comunidade que ali estava se instalando: Núcleo Habitacional COHAB Santa Marta.

A partir do ano de 1982 as aulas foram transferidas para o Salão Comunitário no local do atual Posto de Saúde Santa Marta. Entretanto, a administração continuava sob a tutela da Escola Estadual Padre Caetano. Todas as reuniões e determinações administrativas aconteciam no Pe Caetano.

 

1983 foi marcado pelo funcionamento da Escola em dois pavilhões pequenos. Um pavilhão onde estavam as salas de aula e um pavilhão onde se situava a secretaria, direção, supervisão e cozinha.

 

Os prédios definitivos e que sustentam o trabalho pedagógico até hoje foram entregues em 05 de maio de 1986, sendo a escolaridade abrangente de Pré-escola a 8ª série.

 

Porém, o então Governador Jair Soares agendou a visita à Santa Maria somente em 05 de janeiro de 1987 do mesmo ano quando, em solenidade, assinou a entrega dos novos prédios.

 

Essa construção seguiu o estilo de um projeto americano chamado NORIE, em homenagem ao engenheiro que o criou, e era usada para presídios americanos, isto se observa nos prédios bem afastados, quase sem comunicação e a parte administrativa centralizada e distante dos prédios onde funcionam as salas de aula. Também se observam paredes muito resistentes com filas duplas de tijolos, desnecessárias para um estabelecimento onde funcionaria uma escola. Esse tipo de construção não permite alterações na estrutura.

 

A implementação do Ensino Médio só ocorreu em 1990 quando foi autorizado pelo Conselho Estadual de Educação, passando a ser o único ensino, neste nível, na zona oeste da cidade. Passou a se chamar Escola Estadual de 1º e 2º graus Augusto Ruschi.

 

Enfim, a Escola ocupa uma área de 8.497,50 m², onde se encontram atualmente dez blocos identificados pelas letras do alfabeto. Além dos prédios, sua área disponível é de 15.750,25 m² para a prática de educação física, ajardinamento, horta, recreação e estacionamento.

Denominações

 

A escolha do nome da Escola ocorreu através de Assembléia Geral, onde houve participação de pais, alunos, professores e funcionários.
Surgiram três nomes para concorrer: Getulio Vargas, Princesa Isabel e Augusto Ruschi. Foi escolhido o nome de Augusto Ruschi, devido aos relevantes trabalhos prestados na preservação do Meio Ambiente, além de ter sido o maior pesquisador do mundo em orquídeas e beija-flores.
Augusto Ruschi: patrono da Ecologia no Brasil

Augusto Ruschi (Santa Teresa, 12 de dezembro de 1915Vitória, 3 de junho de 1986) foi um agrônomo, ecologista e naturalista brasileiro. É o Patrono da Ecologia no Brasil[1] e um dos ícones mundiais da proteção ao meio ambiente.O interesse pelo estudo de insetos e outros animais,[2] desde a infância, permitiu que conhecesse a fundo diversos ramos da biologia. Quando adulto, tornou-se professor titular da UFRJ e pesquisador do Museu Nacional, com vasta produção técnico-científica. Ajudou no combate a pragas na agricultura, na implantação de diversas reservas ecológicas brasileiras, como o Parque Nacional do Caparaó, e na divulgação científica acerca da natureza, produzindo cerca de 450 trabalhos científicos, 22 livros e um grande acervo sobre a Mata Atlântica. Montou 2 instituições científicas (a saber, o Museu de Biologia Professor Mello Leitão e a Estação Biologia Marinha Ruschi) e também colaborou na elaboração da Fundação Brasileira de Conservação da Natureza (FBCN). (WIKIPÉDIA, http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Ruschi).

 

Dedicou-se às descobertas, defesa e estudo das espécies brasileiras, além da visão ecológica baseada na preservação, consagrando-o mundialmente.

 

Na primeira metade do século XX, Augusto Ruschi realizou excursões pelo Brasil e polemizou com personalidades acadêmicas, políticas e empresariais muitas questões relevantes sobre a importância de se pensar o homem e a natureza numa relação respeitosa e sustentável. Pioneiro do manejo sustentável das florestas tropicais, da agroecologia, do controle biológico de doenças tropicais e zoonose e das denúncias sobre o perigo dos agrotóxicos. Lutou e trabalhou incansavelmente afim de que se tomassem as medidas de contenção da poluição e da destruição – que ainda perduram – mas que muito depois do alerta do pioneiro passam a ser encaradas como prioridades.

 

Diretores

Desde sua fundação, a Escola contou com as seguintes direções:

1ª) Zilah Monteblanco Corrêa – 15/05/86 a outubro de 1988.

2ª) Vera Maria da  Rocha – out/88 a dez/88

3ª) Leoneide Maria De Gregori – dez/88 a dez/ 91

4ª) Eunice Alves Corrêa – jan/91 a jul/94

5ª) Imara Souza Soares (interventora) – ago/94 a dez/94.

6ª) Eunice Alves Corrêa – jan/95 a dez/95.

7ª) Leoneide Maria De Gregori – dez/95 a dez/97.

8ª) Leoneide Maria de Gregori – dez/97 a dez/99.

9ª) Inah Huffel – dez/99 a dez/2001.

10ª Leoneide Maria de Gregori – jan/2002 a jun/2003

11ª) Anelise Stoever Bassotto – jul/2003 a dez/2003.

12ª) Luiz Carlos da Silva Farias – jan/ 2004 a dez/2006

13ª) Danclar Jesus Rossato – jan/2007 a dez/2010

14ª) Danclar Jesus Rossato-  atual diretor

Episódio do “Cadeado”

Devido a implementação do Calendário Rotativo idealizado pela Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, 1994, Governo Alceu Collares, senhora Neusa Canabarro, os professores e funcionários esboçaram seu descontentamento com a proposta e procuraram trabalhar independente das imposições deste na sociedade rio-grandense. O semestre letivo deveria iniciar em setembro deste ano, mas a Diretora, senhora Eunice Correa, juntamente com os demais professores, funcionários e integrantes da Equipe Diretiva, mantiveram o inicio das aulas para agosto, numa alusão ao desejo de manter o Calendário Escolar conforme planejado.

A escola trabalhou normal pela parte da manhã. Ao chegar, para o turno da tarde, no portão da Escola, a Diretora foi interpelada por integrantes da Brigada Militar do RS que a impediram de entrar e confiscaram as chaves.  Na época o Coordenador Regional de Educação, que mantinha o título de Delegado de Educação, era o senhor Enio Tonini. O CEPERS, sob a coordenação do professor Budó, interviu junto à 8ª CRE a favor da Escola.

Os estudantes, impedidos de entrarem no pátio da Escola, foram distribuídos em três ambientes: na capela da comunidade, na casa de uma mãe de aluno (dona Eni) em frente à escola e no salão da Brigada Militar no Parque Pinheiro Machado.

Os professores corriam de um lugar pra outro a fim de atenderam as turmas espalhadas.

Com a deposição do senhor Enio Tonini, assume a 8ª CRE, em setembro de 1994, 8ª Delegacia de Educação, a professora Magda Beatriz Raupp Motta recebendo os professores da escola que chegaram lá foram em protesto pela situação.

A Direção da Escola composta pelas professoras Eunice Correa, Maria Helena Félix Fernandes, Fátima Maria Santini, Terezinha Soares e Carmem Machado tiveram o seu afastamento e determinação de cumprimento de horário na sede da 8.ª CRE (01 a 15/09/94).

A Escola, neste período, esteve sob a intervenção da senhora Imara Souza Soares.

Como manifestação a situação da intervenção foi confeccionada camisetas com cadeado e o uso de um cartão retangular ao peito escrito “Faltam… dias”. Cansada do protesto, dentro da Delegacia de Educação, das cinco professoras do Augusto Ruschi, a coordenadora distribuiu-as em escolas diferentes, bem ao extremo uma da outra. As professoras se negaram e o senhor Budó, juridicamente, requisitou a volta das professoras a escola de origem, ou seja, Augusto Ruschi. Não foi concedido e toda a Escola foi para o Fórum. O juiz Lugo, após piquete montado na entrada do Fórum, por dias seguidos, resolveu conceder o retorno das professoras. A 8.ª CRE teve que recolocar as professoras na Escola Augusto Ruschi.

Em repúdio a situação de intervenção, os professores cumpriam seu horário e ignoravam a direção (diretora e vice) de interventoras. No final do ano letivo de 1994 as interventoras entregaram os cargos na 8.ª CRE, sendo feita a entrega das chaves da Escola a professora Eunice Correa. Segundo relato da própria professora, com a entrega das chaves da escola, ficou claro que esta instituição é da comunidade escolar.

Projetos

            A Escola está inserida em projetos institucionais ligados a Instituições de Ensino Superior localizadas em Santa Maria. Mas isso não é novidade.

Em 1992 a Escola foi indicada, na época, pela 8ª Delegacia de Educação de Santa Maria para integrar o Projeto de Educação Ambiental do Pró-Guaíba, como escola-pólo, devido a sua infra-estrutura escolar e às experiências já realizadas na área de educação ambiental. É a única escola da região com tal denominação em virtudes de projetos executados desde 1989.

Em 1996 a escola promoveu a 1ª ação como escola pólo com o plantio de 400 mudas de árvores ornamentais na comunidade escolar. Paralela a esta ação, os coordenadores formaram uma comissão de professores com o objetivo de identificar possíveis pontos de entrada, nos conteúdos vigentes, de dimensão ambiental nos currículos de 1º e 2º graus. Surgiram dificuldades, no momento que se observaram diferentes entendimentos sobre a expressão “educação ambiental” apresentadas pelos professores e coordenadores do projeto.

Atualmente, conta-se com o Programa Escola Aberta para a Cidadania, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e o Programa Mais Educação, do MEC. Ainda, o Jornal da Escola, a Rádio Escola, o Xadrez entre outros contribuem para a agilização curricular integrando estudantes e seus familiares e contando com a contribuição das forças vivas da cidade e região

Premiações

Como premiação máxima, a Escola foi agraciada com o Prêmio de Referência em Gestão Escolar, fase estadual, nos anos de 2009 e 2013.

 

 

ATO SITUACIONAL

 

O Brasil, bem como os outros países da América Latina, tem refletido na educação a conjuntura que atravessa o mundo atual. Diferentes fatores contribuem para isso: a crise financeira mundial, a globalização, a degradação dos valores éticos e morais, entre outros.

Ao iniciar um novo século, três grandes desafios são lançados: superar as desigualdades sociais intoleráveis, pois quanto maior a iniquidade de uma sociedade, pior é o seu desempenho econômico; inserir-nos, sem nos descaracterizarmos no processo de globalização emergente, já que este processo não pode ser desconsiderado; aumentar os níveis de participação da população na reconstrução da sociedade.

Nesse contexto, a educação assume um papel inédito e relevante como ponta de lança para a prosperidade econômica, a justiça social, a equidade e ampliação da democracia. E, na escola, como local privilegiado onde se dá a educação, precisa se reconstruir.

Para tanto, é fundamental uma aproximação entre a escola e a sociedade. É imprescindível um trabalho em consonância, onde o estabelecimento de ensino conheça as reais dificuldades enfrentadas pela sua comunidade e, a partir daí, desenvolva um trabalho onde o educando possa melhorar o ambiente onde vive. Com isso, ele será um agente transformador, que usa o conhecimento adquirido como mola propulsora para a modificação social.

A Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi foi fundada no ano de 1980. Está localizada na zona oeste de nossa cidade e tem, em seu corpo discente, aproximadamente dois mil alunos. O quadro de trabalhadores em educação é formado por 115 professores e 30 funcionários. Possui um privilegiado espaço físico, uma estrutura ampla e moderna, com recursos materiais diversos para o desenvolvimento do trabalho educacional.

A população alvo de nossa escola são os filhos de trabalhadores, pessoas que lutam pela dignidade de sua família e do seu meio. Há como em todos os outros lugares, problemas de infra estrutura, saneamento básico, desemprego, violência, drogas…

O fazer pedagógico da escola está alicerçado na Educação Ambiental, Família e valores, sendo trabalhada como conhecimento integrado à totalidade do currículo escolar, buscando qualidade de vida e cidadania e, por meio de práticas educativas, busca-se recuperar e preservar o ambiente.

Com relação aos recursos didáticos, a escola procura atender as necessidades, buscando favorecer a atuação do professor e a permanência do aluno na escola. No entanto, sentimos o reflexo da crise em que se encontra a educação brasileira: profissionais desmotivados, currículos com a necessidade de serem alicerçados nos valores das classes dominantes, alunos com pouca motivação para os estudos.

Frente a esta realidade a Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi visa, por meio de um projeto coletivo, construir sua identidade. Iniciamos uma caminhada onde, na busca dos valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências que permitam ao aluno atuar no meio em que vive melhorando sua qualidade de vida.

 

ATO CONCEITUAL

 

Os novos tempos têm exigido um novo redimensionamento da educação.

As relações de poder, o avanço tecnológico, a globalização do mercado, entre os fatores, estão transformando o comportamento da sociedade.

A exclusão social é um sinal de alerta para a comunidade, pois ela desencadeia uma série de desajustes. A educação é uma das formas de minimizar esta problemática, desde que atenda as necessidades da comunidade na qual está inserida.

Educadores comprometidos com sua tarefa têm direcionado seus debates para a verdadeira função da escola. Com o fortalecimento dos movimentos sociais, mais se evidencia que a escola tem por função educativa global: formar cidadãos atualizados, capazes de participar politicamente, usufruindo daquilo que o homem histórico produziu, mas ao mesmo tempo dando sua contribuição criadora e transformando a sociedade. Buscando a atualização histórico-cultural dos indivíduos, a superação do estado geral de injustiça social e a conquista do bem viver.

A Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi é uma instituição pública a serviço de uma comunidade que busca uma transformação. Seu compromisso é com a educação inclusiva, onde o conhecimento precisa estar associado a experiências que devem satisfazer, ao mesmo tempo, os interesses dos alunos e as exigências sociais; de forma que o saber escolar sirva como base para a transformação do espaço onde o educando vive.

Dentre os desafios que o projeto político pedagógico traz estão a ampliação das oportunidades educacionais, o resgate de valores positivos ao convívio social, difusão dos conhecimentos e sua reelaboração crítica, aprimoramento da prática escolar visando a elevação cultural e cientifica das diversas camadas.

Baseada nos Princípios e Diretrizes para a Educação Pública Estadual do Rio Grande do Sul, a escola buscará efetivar a construção do conhecimento como processo de transformação da realidade, mediado pelo contexto histórico-social, tornando-o capaz de participar do processo de reestruturação da sociedade, cultivando os valores de preservação e valorização da vida.

 

ATO OPERACIONAL

 

Ao tomar conhecimento da realidade onde atua o educando deste estabelecimento e, sabedor de que a escola é o lugar, por excelência, onde o processo de construção do conhecimento se dá de forma sistematizada, busca-se alternativas que propiciem a qualificação do ensino e o combate a mecanismos de exclusão.

Repensar a escola gerou conflitos de ideias. O ato de alterar a rotina desacomoda e amedronta. As tentativas de mudança buscam a inovação, ainda que, a princípio, tenham implicado em conhecer processos e significados, refletir e programar sobre velhas práticas com vistas ao novo.

A Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi tem o seu fazer diário, salvo exceções, baseado em prescrições pedagógicas que viraram senso comum, tendo os currículos permeados por valores das classes dominantes, acentuando as diferenças sociais, elevando os índices de evasão e repetência. Nosso desafio é mudar este rumo, com práticas educativas que oportunizam o aluno a interagir, pesquisar, relacionar o conhecimento com a realidade, o que tem facilitado a aprendizagem e oportunizado o desenvolvimento do aluno cidadão.

Para consolidar a nossa prática pedagógica, busca-se uma interação através de programas, projetos, parcerias, formação continuada e melhorias na infraestrutura.

METODOLOGIA

 

A metodologia é pautada através de reflexão da realidade oportunizando ao aluno a sua auto organização que possibilite a construção da sua autonomia através do autoconhecimento, (re)leitura de mundo, ressignificando sua vida e do meio em que vive, em aulas dialógicas, de produção e interação com o grupo.

A escola busca pautar o trabalho pedagógico com base numa tendência dialética e interacionista, que democratize o conhecimento e esteja fundamentada em valores humanistas, entre os quais: solidariedade, justiça social, honestidade, responsabilidade e respeito às diferenças, como condição social do conhecimento. A tendência pedagógica histórico crítica dos conteúdos é a que mais se aproxima deste ideal.

Os primeiros anos do E.F (Ensino Fundamental) têm sua metodologia embasada na prática lúdica, como brincadeiras e jogos cooperativos e ou competitivos direcionados ao convívio social e a elaboração de conhecimentos relativos à faixa etária.

O trabalho pedagógico de toda a escola é planejado a partir de um tema gerador- Complexo temático, elencado conforme a demanda da comunidade escolar (pesquisa socioantropológica e projetos pedagógicos), em encontros semanais entre professores, Serviços de Apoio Pedagógico e Orientação Educacional, bem como aprimoramento através dos Encontros de Formação Continuada. Nestes momentos, busca-se interligar os conhecimentos das diferentes áreas, a fim de mediar à aprendizagem, proporcionando ao educando fazer uma leitura e releitura de mundo. Os educadores buscam construir seus planejamentos em consonância com o Projeto Pedagógico da Escola de uma forma interdisciplinar.

 

CALENDÁRIO ESCOLAR

 

O Calendário Escolar é feito anualmente, seguindo as orientações da Secretaria Estadual de Educação e em consonância com a legislação vigente. Nele estão previstos os dias letivos, feriados (municipais, estaduais e federais), divisão de trimestres e períodos de Exames Finais, bem como os dias de formação continuada para todos os segmentos da comunidade escolar. O mesmo é constituído coletivamente e aprovado pela comunidade em assembléia, Conselho Escolar e homologado pela mantenedora.

 

EVENTOS E ATIVIDADES EXTRACLASSE

Como integração da escola e comunidade elenca-se eventos e atividades extraclasse tais como: caminhada temática, Ato público, gincanas, semana da criança, datas comemorativas e festivas da escola, cultos ecumênicos, jogos da integração, rústica, olimpíada da matemática e pesquisa socioantropológica.

 

PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE ESCOLAR

 

Incentivar a comunidade a participar das decisões da vida escolar conhecendo suas potencialidades e limitações

Fortalecer a Escola como espaço público, aberto às discussões dos interesses e necessidades da comunidade da qual está inserida.

Promover plenárias trimestrais envolvendo os quatro segmentos da comunidade escolar, a fim de debater questões que favoreçam o bom andamento da Escola.

Escola aberta: Trabalho em parceria com UNIFRA. Empreendedorismo.

 

 

FORMAÇÃO DOS SEGMENTOS DA ESCOLA – CONTINUADA

 

Estando a escola comprometida com a educação, julga-se necessário investir na formação continuada de seus segmentos, para que o propósito almejado seja atingido com eficiência.

A escola proporciona no decorrer do ano letivo um momento específico de formação continuada para professores e funcionários bem como no cotidiano através de reuniões, seções de estudo, reflexão, palestras, atualizando o corpo docente, discente e comunidade escolar.

 

AVALIAÇÃO E EXAMES FINAIS

 

Ainda que busquemos uma escola democrática, a avaliação é o ponto que mais evidencia a dificuldade de avanços. A escola ainda adota uma avaliação classificatória, onde a análise qualitativa (interpretação do grau de entendimento pelo aluno de uma tarefa a ser realizada) seja superior ao quantitativo (juízo de valor obtido pelo aluno quanto ao nível de conhecimento, competência e habilidades).

A Escola, através das atividades de formação continuada com os segmentos da comunidade escolar, proporcionará debates, sessões de estudo e plenárias onde o tema “avaliação” seja a tônica. Buscaremos a construção de práticas avaliativas contínuas, diagnósticas, investigativas, participativas, democráticas e emancipatórias, que levem em consideração o aluno como um todo, as diferenças individuais e os diferentes saberes.

No entanto, pequenos avanços são sintomáticos, pois embora sabedores de que o conhecimento não é mensurável, a nota é o “indicativo” da caminhada do professor e do aluno dentro do processo ensino aprendizagem. Estabeleceu-se nas discussões que a avaliação será somatória e cumulativa. A             Recuperação Paralela ocorrerá dentro do trimestre, primando pelo domínio dos pré-requisitos. Tendo em vista a recuperação ser de lacunas de aprendizagem e não de nota, na medida em que as dificuldades na aprendizagem forem sendo superada, a nota será uma conseqüência.

Sendo o ano letivo distribuído em 200 (duzentos) dias, a avaliação ocorrerá no decorrer destes.

Coletivamente, ficou determinado que os dois primeiros trimestres totalizem 60 % (sessenta) da pontuação do ano letivo e o terceiro encerrará 40% (quarenta) restantes.

O aluno que somar 70 pontos após o terceiro trimestre será promovido para a série seguinte sem a necessidade de Estudos Adicionais de Recuperação.

Aquele que, por ventura, não atingir esta pontuação necessária, ao findar do ano letivo será oferecido Exames Finais para superar lacunas de aprendizagem e ser reavaliado. A pontuação por ele obtida no decorrer do ano letivo, somada a atingida na reavaliação nos Exames Finais e dividida por dois, deverá resultar em um quociente 50 (cinqüenta). Assim, conforme determina a LDB n.º 9394/96 o aluno avançará na sua escolarização. De outra forma, esgotados os mecanismos previstos neste documento, o aluno deverá retomar seus estudos, no próximo ano letivo, cursando a série em que ele se encontrava no ano anterior.

 

CONSELHOS DE CLASSE

Etapas

1º momento: SOE, SAP, professor conselheiro e alunos

2º momento: SOE, SAP e professores, pais e alunos

3º momento: SOE, SAP, professores e alunos

PROGRAMAS DA ESCOLA

 

PROGRAMA DE AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O trabalho desenvolvido em Educação Ambiental é coordenado por professores que assessoram seus colegas por meio de subsídios, sessões de estudos e realizam o trabalho e extensão na comunidade.

 

PROGRAMA ESCOLA ABERTA – Lei 12.865/07 e regulado pelo Decreto 45.464/08.

O Programa Escola Aberta tem como objetivo o desenvolvimento de uma cultura para a Paz e de garantia dos direitos humanos para o exercício pleno da cidadania. Visa, prioritariamente, atingir as comunidades das áreas de vulnerabilidade social, marcadas pela exclusão, conflitos, desigualdades sociais e, consequentemente, pela violência.

É concebido metodologicamente como um conjunto de atividades pedagógicas, socioculturais, esportivas, de lazer, pautado nas oficinas planejadas de acordo com as peculiaridades e necessidades das escolas públicas Estaduais.

 

OBJETIVOS

• Abrir as escolas nos finais de semana

• Reduzir os índices de violência

• Promover o desenvolvimento de uma cultura para Paz

• Desenvolver atividades pedagógicas, socioculturais, esportivas e de lazer

• Melhorar a qualidade de ensino

• Priorizar o protagonismo juvenil

• Contribuir para a construção do exercício pleno da cidadania na sociedade gaúcha

• Realizar a integração com as famílias dos alunos e a comunidade

• Proporcionar aos alunos condições justas de disputa na sociedade, tornando-os cidadãos dignos e felizes, através da participação, da redução da violência e da inclusão social.

 

PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO

 

O programa Mais Educação foi criado pela portaria Interministerial nº. 17/2007 aumentando a oferta educativa nas escolas públicas por meio de atividades agrupadas em macro campos.

Este programa foi demarcado inicialmente para atender escolas que apresentem baixo IDEB (índice de Desenvolvimento na Educação Básica).

A Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi apresentou no ano de 2009 um IDEB de 4.6, sendo assim contemplada com o Programa Mais Educação, visando ampliar a possibilidade de ações pedagógicas buscando, como uma das alternativas, elevar este índice.

Cada ano são revistos os campos trabalhados conforme demanda da comunidade escolar.

No ano de 2011 os macro campos trabalhados foram:

Cultura e Arte: Danças, Cultura e Lazer: Futebol de salão, Esporte e Lazer: Xadrez e Recreação, Acompanhamento Pedagógico: Letramento.

Para o desenvolvimento das atividades o Governo Federal repassa recursos para monitores, materiais de consumo e de apoio, segundo as atividades realizadas e que contemplam os macros campos trabalhados.

 

PROGRAMA A PAZ É POSSÍVEL

A questão da violência é uma das preocupações mundiais (UNESCO, 2000) através de seu manifesto “Por uma cultura de Paz e Não-Violência” e da escola desde há muito tempo, em função de alguns focos apresentados na comunidade em que a escola está inserida e para evitar que os mesmos se proliferem.

Neste momento surgiu a oportunidade, através de um convite da Promotoria Pública, da escola para participar da proposta “Procedimentos Restaurativos”.

O Programa A Paz é Possível teve origem a partir de encontros de sensibilização com o promotor Antônio Augusto Moraes Ramos, no qual abordou temas relacionados à violência e a comunicação não violenta.

 

METODOLOGIA

PESQUISA SOCIOANTROPLÓGICA.

Durante o não letivo de 2011 iniciou-se a Investigação da Realidade Escolar a partir da pesquisa socioantropológica.

Professores Tutores (Conselheiros de Turma) Desempenham o papel de grande importância no Programa. Estes auxiliam os alunos a conviver de forma harmoniosa e solidária, proporcionando um clima escolar de qualidade e não-violência – cada professor tutor, conselheiro, procurará conhecer os problemas enfrentados por seu grupo, ou seja, quais são os alunos envolvidos em conflitos ou em outros problemas e traçar planos para poder ajudá-los.

Alunos Solidários: Escolhido pelo professor tutor, conselheiro – Requisitos essenciais: Que se relacione bem com os colegas e professores e que suas atitudes sejam de cooperação, tolerância e respeito, especialmente com os colegas que apresentam dificuldades de convivência.

 

O programa conta com ações inicias de investigação na área da linguagem e suas tecnologias, através da motivação, na qual os alunos relatam, em primeiro lugar, sobre a vida familiar, detectando, assim, as causas que podem estar contribuindo para o comportamento agressivo e violento do aluno. Em segundo lugar, sobre a vida escolar, como está a convivência com os companheiros de escola, se são maltratados ou não e, se forem, com que frequência; quais são as formas que utilizam seus agressores, onde ocorrem tais fatos; onde está seu agressor e quais os motivos que são origem a tais atitudes. Enfim, como é a sua vida na escola desde que sai de casa até seu retorno.

 

PROGRAMA PIBID

Durante o ano letivo, a escola conta com o apoio da UFSM para o desenvolvimento do programa PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência) em algumas áreas do conhecimento, no qual, o convênio com a Instituição Federal pode renovado anualmente.

 

LABORATÓRIOS

As salas informatizadas da Escola são segmentos das salas de aula. Neste sentido, conhecemos estes ambientes por Laboratórios de Informática Educacional- LIEs.

Nos LIEs, a informática é utilizada como um recurso, uma ferramenta para a construção do conhecimento.  As atividades propostas e os recursos oferecidos aos alunos e professores são pensados de forma a promover a interação presencial ou à distância, priorizando-se como forma de trabalho os projetos de aprendizagem.

Todas as atividades desenvolvidas nos LIEs devem ser planejadas sobre determinados temas ou conteúdos didáticos de uma disciplina ou de forma interdisciplinar, integrando estas mídias na prática pedagógica de forma a qualificar o processo de ensino e aprendizagem.

 

BIBLIOTECA

 

A Biblioteca constitui-se em espaço de estudos, informação, cultura e lazer que tem por objetivo proporcionar aos indivíduos tornarem-se cidadãos participativos na sociedade em que estão inseridos, auxiliando na construção de conhecimento integral, capaz de instrumentalizar e apoiar as ações e práticas pedagógicas.

A coordenação da Biblioteca deverá estar a cargo de um professor ou, se houver disponibilidade, um Bibliotecário. Na falta deste, um professor e/ou funcionário capacitado na área de Bibliotecas, com curso ministrado por órgão competente, orientado por um bacharel Bibliotecário (a).

A Biblioteca deverá contar com recursos humanos de caráter permanente, capacitado para o bom funcionamento do setor.

Ao coordenador da Biblioteca compete:

• Participar na elaboração do Plano Geral e dos Projetos Políticos Pedagógicos da Escola;

• Participar das reuniões pedagógicas, visando a troca de informações entre os diversos segmentos;

• Planejar, acompanhar, orientar e efetivar as atividades do setor;

• Distribuir as atividades do setor quando ao horário, manutenção, aquisição e organização do acervo;

• Incentivar a capacitação dos recursos humanos em cursos de atualizações e reuniões promovidas por órgãos relacionados com as atividades do mesmo;

• Orientar o usuário na utilização adequada dos recursos e serviços da Biblioteca;

• Apresentar relatório ou fornecer dados relativos ao serviço sempre que solicitado.

• O funcionamento da Biblioteca é regido por regulamento próprio.

SALA DE AUDIOVISUAL

 

O Serviço de audiovisual prevê recursos didáticos ao desenvolvimento do currículo escolar. Presta serviços a toda comunidade escolar. É o espaço que prevê recursos visuais que facilitem o processo ensino-aprendizagem. Propicia ao educando uma melhor compreensão do objeto de estudo.

 

SALA DE AULA DIGITAL

 

O Laboratório de Informática é o espaço onde, através de projetos coordenados pelos professores regentes e auxiliados pelos coordenadores do referido setor, é possível testar idéias ou hipóteses que levam à criação de um mundo abstrato e simbólico, ao mesmo tempo em que introduzem diferentes formas de atuação e de interação entre as pessoas.

Essas novas relações, além de envolverem a racionalidade técnico-operatória e lógico-formal, ampliam a compreensão sobre aspectos sócio-afetivos e tornam evidentes fatores pedagógicos, psicólogos, sociólogos e epistemológicos.

 

LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS

Espaço reservado à prática pedagógica para o estudo dos conteúdos das ciências da natureza, da química, da física e da biologia.

SALA MULTIFUNCIONAL

 

A Escola Inclusiva busca seu espaço desde a Constituição Federal, de 1988, no Estatuto da Criança e do Adolescente, de 13 de julho de 1990, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n.º 9.394/96, na Declaração Mundial de Educação para Todos em Jontien na Tailândia e na Declaração de Salamanca em 1994 (Conferência Mundial de Educação especial), além de muitas outras leis, decretos e portarias, que garantem a todos direito à educação, colocando da importância das instituições adequarem seus espaços, currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica para atender às necessidades individuais dos educandos.

As transformações e exigências do mundo atual requerem mudanças da escola, para que a mesma possa oferecer aos seus educando qualidade de ensino a que têm direito.

Nesse sentido, a escola para melhorar seu trabalho em direção a um ensino de qualidade e inclusivo, propõe repensar e ressignificar este trabalho com a criação e funcionamento da sala multifuncional, na qual, apresenta-se como um espaço didático pedagógico para o trabalho com os alunos portadores de necessidades especiais (PNE) contando com a mantenedora para conseguir uma professora especializada, ou seja, uma educadora especial para estes atendimentos.

 

LABORATÓRIO DAS ARTES, EXPRESSÃO E LINGUAGEM

 

Nesse espaço os alunos participam da produção das diferentes formas de linguagens e expressão. Trabalham nesse ambiente os docentes das artes, das línguas (português, inglês e espanhol).

 

EDUCOMUNICAÇÃO – RÁDIO ESCOLAR

 

OBJETIVO GERAL

A implantação da Rádio na escola objetiva estimular a criatividade, a autonomia, à autogestão, a socialização, ampliando assim o universo de conhecimento dos envolvidos, propiciando novos meios de aprendizagem.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

•Fazer do rádio um instrumento para a consolidação de escolas realmente cidadãs;

• Contribuir para a compreensão de que o rádio é um veículo de comunicação eficiente para tornar público o trabalho educacional efetivamente realizado em cada unidade escolar;

• Investir na formação dos alunos para que consigam comunicar em linguagem mais assuntos ligados à cultura, saúde, educação, política, assuntos locais respectivos a comunidade;

• Evidenciar, através dos programas produzidos e apresentados por alunos e professores, a interdisciplinaridade inerente ao Projeto;

• Desenvolver habilidades e tendências comunicacionais dos participantes;

• Assessorar os profissionais envolvidos no projeto para que se utilizem do rádio como um instrumento eficaz de ensino;

• Reconhecer os alunos como produtores de cultura, integrando-os aos meios de comunicação, geralmente ocupados por adultos;

• Exercitar a comunicação oral, aperfeiçoando a objetividade e clareza de exposição do pensamento;

• Favorecer a convivência e trabalho em grupo, respeitando diferenças, níveis de conhecimento e ritmos de aprendizagem de cada integrante da equipe.

 

METODOLOGIA DA EDUCOMUNICAÇÃO

Aproximar as ações educacionais das linguagens midiáticas, como a radiofônica, passa a ser uma questão importante para a formação cultural. Nesta perspectiva, destaca-se o conceito de Educação e Comunicação que busca aproximar as tecnologias de comunicação ao processo de ensino e aprendizagem.

A produção de programa de rádio na escola pode permitir o desenvolvimento de processos significativos de aprendizagens que envolvem definição de pauta e seleção de conteúdos, pesquisa, edição e escolha da linguagem adequada ao público-alvo, além de estimular a fluência leitora oral.

É um trabalho que também promove o protagonismo do aluno e dos educadores, bem como da comunidade local, em situações de trabalho cooperativo.

Para que o programa de rádio escolar aconteça, faz-se necessária aplicação de oficinas para o bom emprego da logística das técnicas radiofônicas, bem como o uso dos aparelhos utilizados na programação.

 

PROCEDIMENTOS RESTAURATIVOS – A CULTURA DA PAZ – EM PROL DA NÃO VIOLÊNCIA NA ESCOLA

A Escola Estadual de Educação Básica Augusto Ruschi inserida no Projeto “A Escola e os Desafios da Sociedade Contemporânea – A Missão dos Educadores”, realizado em 2010, a partir da Promotoria da Infância e Juventude, juntamente com a 8º CRE e a SMED, adota estratégias de ações compartilhadas na prevenção de conflitos e desenvolvimento de uma cultura de não violência, fortalecendo a difusão da cultura de paz.

Nesse momento os profissionais da escola foram capacitados no curso de Formação em práticas Restaurativa e um grupo menor capacitado para promover os Círculos Restaurativos. Assim, a Escola implementa Práticas Restaurativas como alternativa para a solução de conflitos na ESCOLA.

Os procedimentos restaurativos amparados pela Lei Estadual nº 13.474 de 28 de junho de 2010 e pela Lei Municipal de nº 5427, de 14 de janeiro de 2011, dispõe sobre o combate da prática de bullying, que traz“… evitando quando possível a punição dos agressores, privilegia  mecanismos alternativos como, por exemplo, os “círculos restaurativos”, promovendo sua efetiva responsabilização e mudança de comportamento”.

Para esta finalidade a escola propôs a criação de espaços, como Sala da Paz, para realização de círculos restaurativos, para mediar todo tipo de conflitos, questões de disciplina ou situações de violência.

O Circulo Restaurativo é a prática utilizada onde o autor e receptor são convidados a falar sobre o que aconteceu, possam expressar e ouvir o outro e, quando o diálogo for estabelecido,chegar a um acordo que permita a restauração das relações rompidas evitando a propagação da violência.

É o encontro com pessoas diretamente envolvidas numa situação de violência ou conflito no âmbito escolar. Propõe pacificar conflitos gerados por violência pautadas nos valores fundamentais de esperança, responsabilidade, interconexão, humildade, participação, respeito, honestidade e empoderamento.

Orientado por um coordenador e co-coordenador segue um roteiro pré-definido, proporcionando espaço seguro e protegido para as pessoas abordarem o problema.

Os círculos restaurativos possuem três fases:

* Pré-círculo: Preparação (onde se pontua o foco do conflito, se estabelece quem participará do encontro. Propicia o encontro inicial e preparatório das partes envolvidas diretamente ou indiretamente no fato). Encontro do coordenador com o autor/ receptor/comunidade (separadamente).

* Círculo restaurativo: Realização (mediante técnicas de comunicação, mediação e resolução do conflito) É o encontro entre as pessoas diretamente envolvidas numa situação de violência ou conflito esclarecendo dúvidas e anseios sobre o fato que iniciou o conflito.

* Pós-círculo: Acompanhamento (verifica o cumprimento do acordo e o grau de restauratividade do procedimento para todos os envolvidos). Encontro de expressão e avaliação entre os participantes que colaboraram na realização das ações do acordo.

Adaptar o acordo às novas condições (caso não tenha cumprido o acordo)

Requisitos para realização do círculo:

• Fato encaminhado pelo SOE, SAP, DIREÇÃO para solicitar um circulo restaurativo.

• Seguir roteiro do procedimento restaurativo (registrar todas as etapas do procedimento-formulário específico)

• Participação voluntária (ambas as partes devem querer participar do encontro)

• Interesse (chegarem a consensos pacificadores, procedimentos com objetivo de promover a responsabilização)

• Tempo de duração – indeterminado.

• Mobilização de pessoas relacionadas com os envolvidos: participação de familiares, amigos, representantes da comunidade.

• Coordenador e co-coordenador capacitados (Curso de formação)

• Local Sala da Paz com agendamento prévio.

Estas ações inovadoras promovem uma CULTURA DE PAZ para que os alunos recebam uma formação cada vez melhor, visando o seu desenvolvimento como cidadão comprometido com o meio no qual está inserido.

Desejamos uma Escola segura, onde há respeito mútuo e diálogo, todos podem aprender mais e melhor.

 

SALÃO

Espaço comum a todos para o desenvolvimento de atividades contempladas nos planos de estudo e no plano de trabalho, respeitando a um limite de horário e que levem ao crescimento tanto do aluno como do professor.

 

XEROX

Ambiente alternativo de apoio ao professor e aluno para auxiliar em suas práticas de forma consciente e disciplinar.

 

SALA DE LEITURA

Local de interação de atividades orientadas que levem ao hábito e prazer da leitura e a busca de novos conhecimentos.

 

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

Avaliar as práticas das atividades desenvolvidas no transcorrer do ano letivo e mensurar a distância desse nosso trabalho ao proposto no projeto.

 

PLANOS DE ESTUDO

Delimitação em tempo, forma e espaço com que os conteúdos são trabalhados na escola para o desenvolvimento das habilidades e competências pontuando-se como um orientadores constantes de avaliação com vistas ao aperfeiçoamento e aproveitamento do aluno e da escola. A partir de 2014 mediante a enquete realizada com os alunos, especialmente, do Ensino Médio para responder a questão: Qual é o principal motivo de estar no Ensino Médio na escola. (   ) Conclusão do E.M (    ) PS1, 2 ou 3   (    ) vestibular  (   ) Outros. Qual?_________

 

NORMAS DE CONVIVÊNCIA

Marco orientador e disciplinador de convivência com as diferenças, expressas no Regimento Escolar.